segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Brigadista passa mal durante combate a incêndio florestal no Amazonas

Imagens de um brigadista sendo carregado por um colega após passar mal durante o combate a um incêndio florestal chamaram a atenção nas redes sociais nesta sexta-feira (9). A ocorrência foi registrada em Careiro da Várzea, município do interior do Amazonas. Segundo as informações divulgadas, o profissional recebeu ajuda para deixar a área e ser levado para atendimento médico. Ele passa bem.

O mal-estar ocorreu durante uma operação de combate às chamas, atividade que exige esforço físico intenso e expõe os trabalhadores a condições adversas. Entre os principais fatores de risco estão o calor, a fumaça e o desgaste provocado por longos períodos de atuação nas áreas atingidas.

Até o momento, não há informações detalhadas sobre o que provocou o problema de saúde do brigadista. O registro, no entanto, evidencia as dificuldades enfrentadas pelas equipes mobilizadas para conter os incêndios florestais no estado.

A ocorrência coincide com um período de crescimento expressivo dos focos de calor no Amazonas. Conforme números atribuídos ao Inpe, o total registrado entre janeiro e 8 de outubro de 2026 aumentou 55% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Somente em setembro deste ano, foram identificados 3.726 focos de calor no estado, uma alta de 295,5% na comparação com setembro do ano passado.

O avanço das queimadas amplia a pressão sobre as equipes de campo e exige ações de prevenção, monitoramento e fiscalização para reduzir os impactos ambientais e os riscos à população.

A fumaça produzida pelos incêndios em municípios como Itacoatiara, Autazes e Careiro também atingiu Manaus, contribuindo para episódios de piora significativa na qualidade do ar.

Durante esses períodos, a capital chegou a apresentar índices críticos de poluição atmosférica, figurando entre as cidades brasileiras com os piores indicadores de qualidade do ar.

A exposição à fumaça pode causar ardência nos olhos, irritação das vias respiratórias, tosse e dificuldade para respirar. Os efeitos podem ser mais graves para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.

O trabalho nas áreas de incêndio requer equipamentos de proteção, pausas para recuperação, hidratação adequada e monitoramento da saúde dos profissionais. Sem esses cuidados, a exposição prolongada ao calor e à fumaça, associada ao esforço físico, pode favorecer quadros de exaustão.

O episódio em Careiro da Várzea chama a atenção para a necessidade de preservar a saúde e a segurança dos brigadistas que atuam no enfrentamento das queimadas no Amazonas.