sexta-feira, 24 de julho de 2026

Brasil registra 88 casos de Mpox em 2026; São Paulo lidera com 62 infecções

Mpox em 2026: um panorama nacional

O Brasil contabiliza 88 casos confirmados de Mpox em 2026. O estado de São Paulo é o que mais registra ocorrências, com 62 casos confirmados desde janeiro. Outros estados com registros incluem Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e Distrito Federal (1). A maioria dos casos apresenta quadros leves a moderados, e não há óbitos registrados até o momento.

Entendendo a Mpox: sintomas e transmissão

Causada pelo vírus Monkeypox, a Mpox se transmite por contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais característico é uma erupção cutânea, que pode se assemelhar a bolhas ou feridas e durar de duas a quatro semanas. Febre, dor de cabeça, dores musculares e inchaço dos gânglios também são comuns.

A transmissão pode ocorrer por contato pele a pele, contato próximo de fala ou respiração (gotículas ou aerossóis de curto alcance), contato boca com boca, boca e pele (como sexo oral ou beijo na pele), ou pelo compartilhamento de objetos contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes.

Período de incubação e diagnóstico

O período de incubação da Mpox, entre o contato com o vírus e o surgimento dos sintomas, varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias. Ao notar os sintomas, é fundamental procurar uma unidade de saúde para a realização do exame laboratorial, que é a única forma de confirmação.

O diagnóstico diferencial deve considerar outras condições, como varicela zoster, herpes simples, infecções bacterianas da pele, sífilis, entre outras causas de erupções cutâneas. O Ministério da Saúde orienta que pessoas com suspeita ou confirmação da doença cumpram isolamento imediato e não compartilhem objetos pessoais.

Tratamento e prevenção da Mpox

O tratamento para Mpox foca no alívio dos sintomas, prevenção de complicações e redução de sequelas. A maioria dos casos é leve a moderada e não há um medicamento específico aprovado. A prevenção primária envolve evitar contato direto com pessoas infectadas.

Caso o contato seja necessário, recomenda-se o uso de equipamentos de proteção individual, como luvas, máscaras, avental e óculos. A higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel é essencial, especialmente após contato com o indivíduo infectado ou seus pertences.

A orientação do Ministério da Saúde inclui lavar roupas de cama, roupas, toalhas e objetos pessoais com água morna e detergente, além de limpar e desinfetar superfícies contaminadas e descartar resíduos adequadamente.

Riscos e complicações da Mpox

Embora a maioria dos casos de Mpox se resolva espontaneamente em poucas semanas, o vírus pode, em alguns indivíduos, causar complicações médicas graves e até levar à morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão apresentam maior risco de quadros mais severos.

Complicações podem incluir lesões mais extensas, infecções bacterianas secundárias, encefalite, miocardite ou pneumonia. Pacientes com formas graves podem necessitar de internação e tratamento antiviral. As taxas de mortalidade variam entre 0,1% e 10%, influenciadas pelo acesso a cuidados de saúde e condições de imunossupressão.

Situação em São Paulo

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES-SP) reportou 50 casos em seu território, diferindo dos números federais. A capital paulista concentra 31 casos. Outros municípios como Campinas, Paulínia, Sumaré, Hortolândia, Sorocaba, Várzea Paulista, Araquaquara, Osasco, Cotia, Jandira, Serrana, Arujá, Santos, Guarulhos e Pradópolis registraram um caso cada. Ribeirão Preto e Mogi das Cruzes contabilizam dois casos cada.

Com informações da Agência Brasil