segunda-feira, 6 de julho de 2026

Apagado na Copa, Neymar indica adeus à Seleção após vexame do Brasil: “Agora, acabou”

Brasil – Neymar indicou que a derrota do Brasil para a Noruega por 2 a 1, neste domingo (5), pode ter sido seu último jogo pela Seleção Brasileira. Ainda no gramado do MetLife Stadium, em Nova Jersey, o camisa 10 resumiu o abatimento com uma frase de despedida dita para a geTV: “Tentei, tentei. Agora acabou. Comecei aqui, fechei aqui”.

A referência era ao estádio onde tudo terminou. Foi também no MetLife que Neymar estreou pela Seleção, em 2010, sob o comando de Mano Menezes. Dezesseis anos depois, o ciclo pode ter se encerrado no mesmo lugar, com choro, eliminação nas oitavas e mais uma Copa sem o Brasil levantar a taça.

A despedida, se confirmada, não veio com grande atuação. Neymar entrou no segundo tempo, quando o jogo ainda estava 0 a 0, mas não mudou a partida. Somando os 14 minutos que havia jogado contra a Escócia à participação diante da Noruega, ficou menos de uma hora em campo em toda a Copa. Foi pouco para quem carregou, por anos, a expectativa de decidir um Mundial para o Brasil.

O fim da partida ainda deixou cenas constrangedoras. Com o Brasil já perdendo por 2 a 0, Neymar se envolveu em confusão, foi advertido com cartão amarelo e depois marcou de pênalti nos acréscimos. Antes da cobrança, provocou o goleiro Ørjan Nyland, em uma imagem difícil de defender: o principal nome da Seleção tentando vencer uma disputa particular enquanto a seu próprio país era eliminado.

O gol serviu para estatística, não para a história. Neymar encerra a Copa com 80 gols e 58 assistências em 130 jogos pela Seleção, mas sem uma Copa do Mundo para chamar de sua. Ronaldo teve 2002. Garrincha teve 1962. Neymar deixa recordes, números e talento, mas não deixa para as novas gerações uma campanha que explique sozinha sua grandeza com a camisa amarela.

Fora de campo, a conta também pesa. Ao longo da carreira, Neymar virou alvo recorrente de críticas por escolhas públicas, acenos políticos, companhias e personagens que quase sempre aumentaram o ruído em torno de sua imagem. O craque que poderia ter sido ponte entre gerações termina mais associado à frustração do que à inspiração.

Se este foi mesmo o adeus, Neymar sai como entrou na reta final da Copa: cercado de expectativa e sem resposta à altura. O Brasil volta para casa, o sonho do Hexa fica para 2030, completando 28 anos desde a última Copa do Mundo, e a Seleção terá de aprender a viver sem uma dependência que já rendia mais problema do que solução.