
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM) exonerou o advogado Robert Lincoln, de 43 anos, do cargo de procurador de Prerrogativas após sua prisão, ocorrida na quinta-feira (9), em Manaus. Ele é investigado por suspeita de abusar sexualmente das próprias filhas e da filha de uma ex-babá que trabalhava em seu apartamento.
A decisão foi anunciada pelo presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB-AM, Alan Johnny, que informou o desligamento imediato do advogado das funções institucionais em razão da gravidade das acusações.
Segundo a entidade, o afastamento atende aos princípios do Código de Ética e Disciplina da advocacia, que exige conduta ilibada dos profissionais tanto no exercício da profissão quanto na vida privada. A OAB-AM destacou que a medida foi adotada enquanto as investigações seguem em andamento.
Prisão e investigação
Robert Lincoln foi preso por policiais da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), em cumprimento a mandado de prisão preventiva. Além da prisão, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão no apartamento onde o advogado mora, no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus.
De acordo com a investigação, o suspeito responde por estupro de vulnerável, ameaça, constrangimento ilegal e denunciação caluniosa.
A mãe de duas das vítimas relatou à polícia que as filhas teriam sido dopadas antes dos supostos abusos. Ela também afirmou que a filha de uma ex-funcionária do advogado teria sido vítima de violência sexual.
Ao ser apresentado na delegacia, Robert Lincoln negou todas as acusações. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Amazonas.







