sexta-feira, 24 de julho de 2026

Playboy que bate Ferrari e tira onda “Só bate quem tem” é condenado perde CNH e cartão de crédito

O playboy Adrian Belchior que ficou conhecido após bater uma Ferrari no centro de Manaus, no ano de 2015 e dizer “Só bate quem tem”, foi condenado, no último dia (24/09) e teve à perda do passaporte, da carteira de habilitação a dos cartões de crédito por não pagar o veículo, modelo 2008.

A decisão é do Juiz Diógenes Vidal Pessoa Neto, da 6ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho, por não pagar o veículo uma Ferrari F430, modelo 2008, que comprou do empresário Marcos Pacheco.

Adrian Belchior, vulgo “Playboy da Ferrari”, é conhecido por ostentar bebidas e lugares caros, junto com sua esposa uma blogueira, que pelo visto não tem dinheiro para pagar o veículo comprado, inclusive não chegou a pagar nenhuma prestação do carro.

As informações dão conta que, na época Adrian Belchior deu uma caminhonete Dodge Ram e se comprometeu a pagar 10 parcelas de R$ 140 mil. Mas, não cumpriu com o combinado. O resultado é que, no dia 5 de outubro de 2017, Pacheco ajuizou a ação, R$ 1.476.691,74 Ontem (28) o valor corrigido chegou a R$ 3.170.666,40.

Durante o andamento do processo a justiça não encontrou nenhum bem em nome do “Playboy da Ferrari”, que é filho de um empresário. Na decisão do Juiz, Belchior fica impossibilitado de usufruir da vida de luxo, já que nas redes sociais mostra uma outra realidade.

“Em geral esses golpistas não têm um parafuso em nome deles, pois lavam dinheiro com empresas em nome de laranjas, das quais são “procuradores”, mas vivem de cartões, mansões, viagens e muita ostentação”, acrescenta. “Por isso os bons juízes já perceberam e estão recolhendo passaportes, CNH, bitcoins, aplicações, previdência, Jet Skys, lanchas, etc.”, diz ainda o jurista.

“A justiça, em todo Brasil, começou a aceitar a tese de Litigância de Má Fé e Fraude Processual nesses casos e a punição preliminar fica por conta de medidas cautelares que restringem as capacidades de usufruir riquezas não declaradas”, explica o advogado Ricardo Gomes.