segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Sobre vitória de Lula no Brasil, Elon Musk dispara: ‘A conta não fecha’

Dono da rede social X e da empresa automotiva Tesla, o bilionário Elon Musk questionou o resultado das eleições no Brasil, após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em sua avaliação, “a conta não fecha”.

A fala ocorreu em postagem na rede social X, na qual ele compartilha o cálculo de uma página chamada End Wokeness (Acabe com a Ideologia Woke, em tradução livre). A publicação diz o seguinte:

Com 241 milhões de seguidores, Musk compartilhou um cálculo divulgado por um aliado trumpista e escreveu: “A conta não fecha”. No post republicado por ele, o cálculo sugere que seria improvável a virada. “Para se ter uma ideia de quão improvável isso é: todos os candidatos eliminados na primeira rodada somaram 9,33 milhões de votos.”

Lógica matemática divulgada por Musk, no entanto, não considera a entrada de quase 5 milhões de novos votos. Destes, 3 milhões vieram da queda da abstenção e 1,8 milhão da redução dos brancos e nulos.

A manifestação acontece em meio a um ambiente de preocupação com possível direcionamento político das redes sociais e interferência estrangeira no processo eleitoral no país. Na semana passada, o empresário dono da rede social X reagiu publicamente a um gráfico do site de apostas Polymarket que mostrava o senador Flávio Bolsonaro (PL) na dianteira da corrida eleitoral (58%), contra o presidente e candidato à reeleição Lula (42%). “Wow”, escreveu Musk.

O empresário é um velho conhecido da política nacional. Ele já fez críticas ao ministro do STF Alexandre de Moraes e, sem provas, disse que o jurista interferiu nas eleições brasileiras de 2022 “para eleger” o presidente Lula (PT).

Já Bannon, expoente do movimento MAGA (“Make America Great Again”), declarou que as eleições no Brasil foram “roubadas”. O americano fez uma série de publicações na rede social GETTR contestando o resultado. Em uma delas, ele divulgou uma reportagem do The New York Times dizendo que especialistas avaliavam a possibilidade do segundo turno ser anulado no Brasil devido à decisão de prorrogação da votação. O discurso de Flávio após a derrota também foi compartilhado por ele.

Bannon é um ideólogo da nova direita radical populista e foi o principal estrategista de Trump. Ele assessorou o magnata republicano durante parte de seu primeiro mandato (2017-2021).

Ex-conselheiro de Trump se aproximou da família Bolsonaro antes da campanha eleitoral de 2018. Desde então, se tornou entusiasta da família. Foi o sucesso das redes sociais de Bolsonaro que chamou atenção de Bannon. Eles chegaram a compartilhar informações sobre como aprimorar a participação em redes sociais de seus candidatos.