sábado, 24 de outubro de 2026

Vídeo apresentado pela defesa de médica investigada no caso Benício tem origem não identificada em laudo pericial

Um laudo do Instituto de Criminalística do Amazonas não identificou sinais de cortes, edição ou inserções no vídeo apresentado pela defesa da médica Juliana Brasil, investigada pela morte de Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, em Manaus. No entanto, limitações técnicas impediram a identificação da origem da gravação e do sistema hospitalar exibido.

O documento, assinado em 6 de outubro, aponta que o arquivo era uma cópia recomprimida, sem metadados que permitissem confirmar quando, onde e em qual computador foi produzido. Os peritos também não conseguiram determinar se o áudio foi gravado sem som ou removido posteriormente.

O delegado Marcelo Martins, responsável pelo caso, afirmou que a investigação não alegou edição do vídeo, mas levantou suspeitas sobre uma possível manipulação do sistema hospitalar e do cenário registrado. A defesa da médica, por sua vez, considera o laudo uma prova de falhas na investigação e afirma continuar buscando elementos para demonstrar sua inocência.

A Justiça poderá analisar o documento durante a fase de produção de provas. Juliana Brasil e a técnica de enfermagem Raiza Bentes Praia respondem ao processo pela morte da criança.

Benício morreu em 23 de novembro de 2025, após receber adrenalina por via intravenosa em um hospital particular de Manaus. Segundo a investigação, a medicação foi administrada por uma via diferente da indicada para o quadro clínico. A criança sofreu sucessivas paradas cardíacas e não resistiu.