
A Polícia Civil identificou três pessoas como suspeitas de envolvimento nas mortes de Patrícia Cristina Pereira, de 31 anos, e da filha dela, Karolayne Cristina Costa, de 13, em Candelária, no Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. Os nomes não foram divulgados e nenhum dos investigados foi preso.
A investigação considera duas principais possibilidades para o caso, duplo homicídio e feminicídio. De acordo com o delegado Paulo César Schirrmann, há mais indícios contra um dos suspeitos, mas nenhum dos três foi descartado. Os elementos levantados também apontam que uma única pessoa pode ter cometido os dois assassinatos.
Patrícia e Karolayne foram encontradas mortas dentro da residência da família na terça-feira (29). As duas não eram vistas desde domingo. A babá dos outros filhos de Patrícia tentou contato com a mulher e, sem conseguir falar com ela, foi até o imóvel, onde encontrou os corpos e chamou a Brigada Militar.
A perícia concluiu que mãe e filha foram mortas com golpes de arma branca. A adolescente apresentava um ferimento profundo no pescoço, enquanto Patrícia tinha diversas perfurações pelo corpo. A arma utilizada não foi encontrada.
Uma das linhas investigadas é a possibilidade de Patrícia ter sido o alvo principal do ataque. A polícia considera que Karolayne pode ter sido morta por ter presenciado o crime e eventualmente poder identificar o autor. Essa hipótese ainda faz parte da investigação.
Outro ponto analisado pelos investigadores é o histórico familiar. Os pais de Patrícia, Sérgio Antônio Pereira e Roseli Rosa, foram assassinados a tiros em 2012, também na localidade de Passa Sete. A polícia apura se existe alguma relação entre os casos, mas essa ligação ainda não foi comprovada.
Patrícia havia registrado uma ocorrência por ameaça em dezembro de 2025. O documento está sendo considerado pelos investigadores durante o levantamento da vida pessoal da vítima, sem que exista, até agora, confirmação de vínculo com o duplo assassinato.
O sepultamento de Patrícia e Karolayne ocorreu na tarde de quarta-feira (30), no Cemitério Municipal do bairro Marilene. As investigações continuam para esclarecer a autoria, a motivação e a dinâmica dos assassinatos.






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