quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Piloto brasileiro do narcotráfico morre com “bactéria comedora de carne”

O fim de uma fuga internacional terminou de forma dramática na Colômbia. Márcio Uebel Hubner, de 49 anos, piloto brasileiro que era procurado pela Justiça desde 2022 e investigado por suposta ligação com o narcotráfico, morreu após ser atingido por uma grave infecção conhecida popularmente como “bactéria comedora de carne”.

Segundo informações do caso, Márcio estava ferido quando teria sido abandonado por comparsas às margens de um rio. Em seguida, foi encontrado por desconhecidos, que o encaminharam para um hospital na cidade de Inírida, no departamento colombiano de Guainía.

A situação ganhou um novo capítulo quando a identidade do paciente foi checada pelas autoridades. Durante a consulta aos sistemas policiais, os agentes descobriram que o brasileiro era procurado e constava nos registros da Interpol. A partir daí, ele permaneceu internado sob custódia da Polícia Nacional da Colômbia.

No hospital, porém, o quadro de saúde se agravou rapidamente. Márcio havia sido infectado por fasciíte necrosante, uma doença grave que pode provocar destruição acelerada dos tecidos. A infecção avançou pelo organismo e provocou necrose em diferentes regiões do corpo.

Diante da gravidade do quadro, os médicos chegaram a considerar uma intervenção cirúrgica para tentar conter o avanço da infecção. Antes que o procedimento pudesse ser realizado, entretanto, o paciente sofreu falência múltipla de órgãos.

Márcio morreu no Hospital Renacer Intercultural em 20 de agosto, apenas cinco dias depois de ter sido identificado pelas autoridades colombianas.

Fuga começou após apreensão de centenas de quilos de cocaína

A história que levou o piloto brasileiro à Colômbia começou em julho de 2022. Naquele período, Márcio teria realizado um pouso forçado na cidade de Jales, no interior de São Paulo. Dentro da aeronave que pilotava, as autoridades encontraram 656 quilos de cocaína.

Após o pouso, Márcio e um cúmplice teriam conseguido escapar antes da chegada da polícia. O episódio deu início a uma fuga que, segundo as investigações, terminou com o piloto escondido na região de selva da Colômbia.

Ainda conforme as informações do caso, ele passou a atuar na região de fronteira entre Brasil, Venezuela e Colômbia, área marcada pela presença de organizações criminosas e grupos armados.

As autoridades colombianas também apontaram uma suposta ligação de Márcio com Néstor Gregorio Vera Fernández, conhecido como Ivan “Mordisco”, apontado como uma das principais lideranças dissidentes das Farc.

A morte do piloto encerra uma trajetória marcada por fuga internacional, investigação por tráfico de drogas e uma doença de evolução extremamente agressiva. Agora, as autoridades colombianas trabalham para esclarecer todos os detalhes sobre os últimos dias de vida do brasileiro e suas possíveis conexões com organizações criminosas que atuam na região.