quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Acusado injustamente de furto, homem com transtornos mentais é l1nch@d0 até a m0rt3 no RJ

Um homem identificado como Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, foi vítima de um linchamento brutal após ser injustamente acusado de furto na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo informações, a vítima que possuía transtornos psicológicos e dificuldades de comunicação e havia saído de sua residência, em Botafogo, na noite do último dia 11 para um passeio de bicicleta. Imagens registradas por câmeras de segurança mostram o momento em que ele utilizava o veículo de uma de suas irmãs, por volta das 22h30.

O que deveria ser uma atividade rotineira terminou em tragédia quando o rapaz foi abordado por um segurança na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, e submetido a uma sessão de espancamento covarde. De acordo com relatos da família, a confusão teve início quando o vigilante questionou se a bicicleta pertencia a Cláudio. Devido à sua condição mental e ao comportamento retraído, o homem não conseguiu explicar que o objeto era de sua irmã e apenas respondeu negativamente.

A resposta foi interpretada pelo segurança como uma confissão de crime, resultando em uma agressão inicial com um soco. Posteriormente, o paciente foi levado por entregadores para a Rua Felipe de Oliveira, um local com menor movimentação, onde as agressões se intensificaram de forma bárbara. Registros em vídeo mostram que a vítima recebeu cerca de 30 pauladas na região da cabeça, além de diversos chutes e socos desferidos pelos agressores.

O socorro foi prestado por agentes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), que encaminharam Cláudio para o Hospital Municipal Miguel Couto (HMMC) por volta de 1h da manhã. Infelizmente, devido à gravidade das lesões, que incluíam traumatismo craniano, hemorragia interna e danos severos no abdômen, o homem não resistiu e faleceu duas horas após dar entrada na unidade de saúde.

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) afirmou que não foi acionada no momento do crime, enquanto a 12ª Delegacia de Polícia (12ª DP) assumiu a responsabilidade pelas investigações para identificar e punir todos os envolvidos no homicídio.

A família de Cláudio, que era carinhosamente chamado de Bart pelos vizinhos e parentes, clama por justiça e destaca que ele era uma pessoa de coração puro e extremamente querida na comunidade onde vivia.

As irmãs da vítima reforçam que o comportamento fechado dele foi um fator determinante para que ele não soubesse se defender das acusações infundadas do segurança.

A Polícia Civil (PC) já colheu depoimentos da mãe e de uma das irmãs, além do vigilante envolvido, e segue analisando as imagens para responsabilizar os agressores pela atrocidade cometida contra um homem que apenas exercia seu direito de circular livremente.