sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Menino morto pelo pai pode ter sido torturado antes, aponta delegado

Nesta quinta-feira (6), o delegado Eduardo Meneses informou que o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, de 33 anos, e a companheira dele, Kathellen Moreira, de 23, foram indiciados por homicídio duplamente qualificado e tortura pela morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos. O casal foi preso durante a madrugada, em Palmas, no Tocantins.

De acordo com a investigação, os ferimentos identificados nas regiões anal e intestinal da criança ocorreram em meio a um quadro de violência intensa. A polícia considera que as lesões podem ter sido provocadas como parte de um processo de tortura.

A possibilidade de violência sexual ainda não foi totalmente descartada e poderá ser analisada novamente após a conclusão dos exames periciais.

Segundo o delegado, a presença de outras lesões, principalmente na cabeça, além de sinais de hemorragia interna, levou a polícia a afastar inicialmente a hipótese de que os ferimentos anais e intestinais tenham ocorrido durante uma relação sexual.

A defesa de Igor Gustavo declarou que o advogado colaborou com as autoridades desde o início e que a apresentação dele à polícia havia sido previamente acordada para o cumprimento do mandado de prisão. Os advogados informaram ainda que não vão comentar detalhes do caso em razão do sigilo das investigações.

Já a defesa de Kathellen afirmou ter recebido com surpresa a decisão pela prisão preventiva. Os advogados devem solicitar a substituição da medida por outras cautelares ou pela prisão domiciliar, sob o argumento de que ela é mãe de uma bebê de cinco meses que ainda está em fase de amamentação.