quinta-feira, 30 de julho de 2026

Cobertura onde Elize Matsunaga matou o marido está à venda; Confira o valor milionário

O triplex de luxo onde Elize Matsunaga matou o esposo, Marcos Matsunaga, está à venda pelo valor de R$ 2,8 milhões, na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo. O imóvel foi anunciado pela família Matsunaga na plataforma Quinto Andar, após uma longa batalha judicial.

Segundo o anúncio, a cobertura conta com cinco suítes, duas varandas, salas de estar, de jantar, copa, bar, adega, lareira, escritório e banheira com hidromassagem. Também inclui duas varandas com vista panorâmica, sauna, além de piscina privativa com churrasqueira.

O imóvel fica em um condomínio cujo valor mensal custa R$ 6.087, além de IPTU anual de R$ 19,3 mil.

Herdeiro das indústrias Yoki, Marcos Matsunaga comprou duas coberturas do prédio em 2008 e as uniu em um único apartamento. Uma das coberturas estava no nome de Elize, mas após a disputa judicial, a viúva perdeu o direito sobre o apartamento em razão do assassinato.

Elize matou o marido com um tiro na cabeça e esquartejou o corpo a fim de retirá-lo do apartamento em malas e ocultar o cadáver em uma área de mata localizada em Cotia, na Grande São Paulo.

O crime ocorreu na noite do dia 19 de maio de 2012, após a mulher revelar ao esposo que havia contratado um detetive particular para segui-lo e descoberto diversas traições, inclusive um plano para interná-la em uma clínica psiquiátrica.

De acordo com o relato de Elize, o casal entrou em uma discussão, e Marcos teria ameaçado retirar dela a guarda da filha do casal, Helena, e impedi-la de voltar a vê-la. Após disparar contra a cabeça do marido na sala de jantar, Matsunaga arrastou o corpo para o quarto de hóspedes, onde o esquartejou com base em seus conhecimentos de caçadora e enfermeira.

Elize foi condenada a 19 anos, 11 meses e 1 dia de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Posteriormente, ela teve a pena reduzida para 16 anos, 3 meses e 3 dias, por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Atualmente ela cumpre pena em regime aberto em uma cidade no interior de São Paulo. Elize nunca mais pôde ver a filha, que atualmente tem 16 anos e cresce sob os cuidados dos avós paternos, Mitsuo e Yoko Matsunaga. Um reencontro só poderá ocorrer quando Helena tiver maioridade, caso a jovem decida que quer ver a mãe.