quinta-feira, 2 de julho de 2026

Diarista é presa por matar casal de idosos a facadas em apartamento de luxo

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na madrugada desta quinta-feira (2), a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, suspeita de assassinar um casal de idosos em um apartamento de alto padrão em Belo Horizonte. A detida teria agido sem resistência à abordagem.

Segundo as investigações, Paola estava com o filho, de 6 anos, em um hotel na cidade de Itabira, a cerca de 110 quilômetros da capital mineira. O deslocamento para o município teria ocorrido após o crime, de acordo com a apuração policial.

As vítimas foram identificadas como Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. De acordo com a Polícia Civil, Cláudio teria sido atingido por 17 golpes de faca, enquanto Maria Clotilde teria sofrido sete.

O delegado Gustavo Barletta, da Depatri (Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio), afirma que Paola confessou participação no assassinato. Ela teria alegado que os atos ocorreram durante um “surto psicótico”, dizendo que teria dopado as vítimas com quatro comprimidos de um sonífero. Em seguida, teria usado uma faca encontrada na residência para desferir os ataques.

Ainda segundo o depoimento apresentado pela delegacia, as vítimas chegaram a acordar durante a agressão e tentaram resistir. Mesmo assim, não teriam conseguido se proteger.

Durante os esclarecimentos, Paola declarou que o crime não teria sido planejado, mas que se sentiu “atraída pelo ambiente” do imóvel. O delegado explica que a suspeita teria afirmado que não pretendia subtrair objetos, porém decidiu agir após ser “contaminada” pela situação e pelos itens presentes no apartamento.

Imagens de câmeras de segurança foram apontadas pela polícia como fundamentais para a reconstituição da dinâmica do delito. No material, Paola aparece saindo do local com duas bolsas — supostamente pertencentes à patroa — e, depois, descartando uma blusa suja de sangue em uma caçamba próxima ao prédio. Em seguida, ela teria entrado em um carro estacionado na rua e deixado a área.

A perícia concluiu que o apartamento não apresentava sinais de arrombamento. No entanto, a investigação identificou que uma gaveta onde as semijoias eram guardadas estava violada, além do roubo de dois celulares.

Nesta quarta-feira (1º), a polícia informou ter recuperado os dois aparelhos e outros objetos das vítimas. O chefe da Depatri, delegado Felipe Freitas, afirmou que os celulares podem ter sido descartados pela suspeita em razão da repercussão do caso, que gerou ampla mobilização das autoridades. Ele classificou o crime como de “extrema barbárie”.

A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer detalhes do caso, confirmar a motivação e identificar possíveis etapas que antecederam o ataque.