domingo, 19 de julho de 2026

Após Moraes ordenar nova aplicação, candidato com nanismo é reprovado de novo em teste físico

O advogado Matheus Menezes Matos, que tem nanismo, foi considerado “inapto” nos exames biofísicos e biomédicos do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O resultado preliminar dessa etapa foi divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em 15 de maio, com base nos testes realizados em 26 de abril.

Apesar da eliminação administrativa, a participação de Matos no certame segue assegurada por uma decisão judicial provisória. A advogada do candidato, Kesia Oliveira, afirmou que ele apresenta recurso contra o resultado. Segundo a informação, o prazo para interposição foi de 18 a 20 de maio, mas a publicação do resultado definitivo dessa fase ainda não ocorreu.

Matos, formado em Direito, passou por todas as etapas anteriores do concurso, com exceção do Teste de Aptidão Física (TAF). O caso ganhou repercussão nacional após sua reprovação ocorrer sob critérios aplicados aos candidatos da ampla concorrência, mesmo com a solicitação de adaptação feita dentro do prazo. No dia da prova, ele não atingiu a marca de 1,65 metro exigida no salto prevista no edital.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a banca organizadora realize um novo TAF, com adaptação razoável para o candidato. Matos relata que outros concorrentes com deficiência também teriam sido prejudicados e eliminados na mesma fase.

Neste momento, ele tem acompanhado o processo pelas redes sociais, registrando sua preparação para o novo teste físico. Quando procurado para comentar a reprovação nos exames biomédicos, Matos preferiu não se manifestar.