segunda-feira, 27 de julho de 2026

Jaqueta dos Mamonas permanece intacta após 30 anos enterrada

Em 2026, completa 30 anos da trágica morte do grupo musical Mamonas Assassinas em um acidente aéreo. Para marcar a data, os corpos dos músicos foram exumados e parte das cinzas será utilizada como adubo no BioParque Memorial Mamonas, em Guarulhos, na Grande São Paulo, terra natal dos artistas.

No entanto, durante o procedimento, no Cemitério das Primaveras, no mesmo município, um fato inusitado surpreendeu a equipe: uma jaqueta com a marca da banda e a bandeira do Brasil estampadas, colocada junto ao corpo do vocalista Dinho, estava intacta mesmo após três décadas debaixo da terra.

Segundo o especialista, Fabrício Stocker, professor da FGV, a condição da peça não surpreende, pois o material da confecção era de nylon, que pode levar até 200 anos para se decompor.

– É um material de duração praticamente eterna. Esse tipo de roupa, em condições naturais no meio ambiente, pode chegar a 200 anos intacta. Considerando que ela estava enterrada, esse tempo pode ser ainda maior – explicou o professor.

O pai de Dinho, Hildebrando Leite, disse que a família pretende encaminhar a peça para o museu do Centro Universitário FIG-Unimesp, em Guarulhos, e tem a expectativa de que ela fique em exposição permanente no local.

Relembre o acidente:

Era noite do dia 2 de março de 1996 e a banda retornava de um show em Brasília, a bordo de um jato executivo, modelo Learjet. O tempo estava fechado e o piloto teve dificuldades para acessar a pista do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Ao tentar arremeter para uma nova tentativa, o piloto Jorge Martins, acabou errando a direção da aeronave e não conseguiu evitar o choque com a Serra da Cantareira. Ele era auxiliado pelo copiloto, Alberto Takeda.

Os músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli estavam acompanhados de dois funcionários da banda: o segurança Sérgio Saturnino Porto e o roadie (e primo de Dinho) Isaac Souto. Não houve sobreviventes no voo.