
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta segunda-feira (23), em Seul, a assinatura de acordos comerciais com a Coreia do Sul em áreas como agricultura, tecnologia, medicamentos e um incremento no intercâmbio cultural e educacional. As negociações visam ampliar o comércio bilateral e fortalecer os laços entre os dois países.
Parceria Estratégica e Plano de Ação
Em declaração conjunta com o presidente sul-coreano Lee Jae-myung, Lula destacou o novo patamar do relacionamento bilateral, elevado a Parceria Estratégica, e o lançamento de um Plano de Ação com iniciativas concretas para os próximos três anos. “Realizei uma visita oficial em 2005 e voltei em 2010, por ocasião da Cúpula do G20. Desde então, nenhum outro mandatário brasileiro veio ao país. Esse hiato é incompatível com os vínculos sociais e econômicos existentes entre nossos povos”, afirmou Lula.
Comércio e Investimentos
O Brasil é o principal destino dos investimentos sul-coreanos na América Latina. Com um intercâmbio comercial de US$ 11 bilhões, a Coreia do Sul figura como o 4º parceiro comercial do Brasil na Ásia. “Agora, damos início a um renovado ciclo de desenvolvimento e prosperidade compartilhada”, declarou o presidente brasileiro.
Acordos e Oportunidades
Um Acordo-Quadro de Integração Comercial e Produtiva foi celebrado para facilitar o comércio bilateral, promover harmonização regulatória e aumentar a segurança para as empresas. Um memorando fortalece a cooperação financeira em agendas de interesse comum. As negociações entre o Mercosul e a República da Coreia para um acordo comercial, interrompidas em 2021, também foram discutidas com o objetivo de retomá-las.
Cooperação em Saúde e Tecnologia
A área da saúde será um foco de colaboração, com instrumentos que abrangem a produção de medicamentos e vacinas, pesquisa em diagnóstico de doenças transmissíveis e crônicas, genômica avançada e saúde digital. A transição energética e as cadeias de minerais críticos também foram apontadas como frentes de complementaridade e agregação de valor, com amplo espaço para cooperação em alta tecnologia, como semicondutores e inteligência artificial.
Com informações da Agência Brasil








