
O Ministério da Saúde enviou uma equipe emergencial para reforçar o atendimento na base polo de Surucucu, na Terra Indígena (TI) Yanomami, em Roraima. A iniciativa, anunciada na última quarta-feira (18), responde ao aumento de infecções por coqueluche entre crianças da região, que já registraram oito casos e três óbitos.
Ações de combate e prevenção
A coqueluche é uma infecção respiratória bacteriana contagiosa. A equipe enviada pelo Ministério da Saúde, que chegou à região na segunda-feira (16), conta com especialistas do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS. Eles atuarão em conjunto com o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami, somando 50 profissionais para prevenção e assistência.
Tratamento e vacinação
As crianças infectadas estão em tratamento em hospitais de Boa Vista. Duas já receberam alta. A vacinação é o principal meio de prevenção contra a coqueluche, com a vacina disponibilizada pelo SUS para crianças de até 7 anos e gestantes. O esquema vacinal completo de crianças com menos de 1 ano na TI Yanomami quase dobrou entre 2022 e 2025, passando de 29,8% para 57,8%.
Contexto e desafios na TI Yanomami
Em 2023, o Governo Federal decretou estado de emergência na TI Yanomami devido à alta incidência de desnutrição, malária e mortes. Ações foram implementadas para combater a crise sanitária causada pelo garimpo ilegal, envolvendo os ministérios da Saúde, Defesa e Povos Indígenas. Medidas incluem o fechamento de garimpos ilegais e a destinação de recursos para segurança e infraestrutura de saúde.
Desde a decretação do estado de emergência, a mortalidade na região caiu 27,6%. No entanto, lideranças indígenas ressaltam que ainda existem muitos desafios. A TI Yanomami é o maior território indígena do país, com mais de 30 mil pessoas e cerca de 376 comunidades.
Com informações da Agência Brasil







