sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Lula inaugura pronto-socorro de hospital federal no Rio com R$ 100 milhões em investimentos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou, neste domingo (15), o Centro de Emergência 24h do Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A entrega marca uma etapa importante na reestruturação da unidade, que recebeu um investimento de R$ 100 milhões do governo federal para modernização.

O hospital, que integra o Sistema Único de Saúde (SUS), também terá um aporte anual de R$ 610 milhões para o custeio de serviços de média e alta complexidade.

Municipalização da gestão

Desde a parceria firmada em dezembro de 2024 com a Prefeitura do Rio de Janeiro, a administração do Hospital Federal Cardoso Fontes foi municipalizada. Segundo o Ministério da Saúde, essa mudança resultou em um aumento significativo na capacidade de atendimentos e procedimentos oferecidos pela unidade.

Críticas ao uso político e planos de recuperação

Durante a inauguração, Lula criticou o histórico de uso político dos hospitais federais do Rio de Janeiro. “Os hospitais federais do Rio de Janeiro sempre foram utilizados como peça de troca em campanha eleitoral. E aí se colocava um deputado para tomar conta de uma coisa, um outro deputado para tomar conta da outra, até para tomar conta do estacionamento você tinha gente que cobrava dos funcionários”, afirmou o presidente.

A reestruturação também abrange outros cinco hospitais federais no Rio de Janeiro. O Hospital Federal do Andaraí, assim como o Cardoso Fontes, já se encontra sob gestão municipal.

Investimento federal na rede estadual

O Ministério da Saúde, em colaboração com entidades como a Ebserh, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), a Fiocruz e universidades federais, está investindo na recuperação da rede federal do Rio de Janeiro. O objetivo é superar problemas crônicos, como emergências fechadas, leitos bloqueados e déficit de profissionais.

Entre 2024 e 2025, foram destinados mais de R$ 1,4 bilhão para ampliar o acesso a serviços de média e alta complexidade, reduzir filas, reabrir leitos e modernizar a infraestrutura, a logística e os modelos de gestão das unidades.

Com informações da Agência Brasil