
Uma força-tarefa integrada, reunindo diversas secretarias estaduais e órgãos de segurança, foi montada pelo Governo do Amazonas para atuar no resgate e atendimento das vítimas do naufrágio de uma lancha rápida ocorrido na tarde desta sexta-feira (13/02). A embarcação, que levava passageiros de Manaus para Nova Olinda do Norte, afundou próximo à capital.
Operação de resgate e atendimento
Sob a determinação do governador Wilson Lima, equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar, Secretaria de Segurança Pública, além de profissionais das áreas de assistência social e saúde, foram mobilizadas. A ação conjunta resultou no resgate de 71 sobreviventes. Até o momento, duas mortes foram confirmadas e sete pessoas permanecem desaparecidas.
Detalhes do incidente e buscas em andamento
A lancha rápida Lima de Abreu XV naufragou ainda nas proximidades de Manaus. O condutor da embarcação foi detido na noite de sexta-feira e está sendo ouvido na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
As buscas pelos desaparecidos foram retomadas na manhã de sábado (14/02), com a participação de 25 bombeiros mergulhadores e seis embarcações do Corpo de Bombeiros, além de 20 agentes e duas lanchas da Defesa Civil. As vítimas fatais confirmadas são uma criança de aproximadamente três anos e uma mulher. A criança chegou a ser socorrida e levada a uma unidade de saúde, mas não resistiu.
Recursos empregados na operação
A operação de resgate contou com o apoio de cinco lanchas (três dos Bombeiros, uma da PM e uma da PF), dois drones, três ambulâncias dos Bombeiros, uma ambulância do Samu, um helicóptero da SSP-AM e uma embarcação da Capitania dos Portos.
O comandante do Comando de Bombeiro Militar Especializado, coronel Helliton Silva, destacou a importância da mobilização e integração dos recursos: “Desde o momento que tivemos conhecimento da ocorrência, nós mobilizamos todos os nossos recursos para prestar o melhor atendimento para essa situação, que exige muita atenção e segurança. É muito importante a integração entre os agentes do Governo do Amazonas para o desempenho da missão”.
Atendimento aos sobreviventes e familiares
Os 71 sobreviventes foram trazidos para Manaus e desembarcaram no Porto Privatizado. A Secretaria de Estado de Assistência Social e Combate à Fome disponibilizou psicólogos e assistentes sociais para o atendimento aos passageiros e seus familiares, auxiliando na identificação da lista de passageiros.
A rede hospitalar pública do Estado também esteve preparada para receber vítimas, conforme o Plano de Contingência da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM). Quatro adultos e a criança falecida deram entrada em unidades estaduais. Dois adultos permanecem em observação com quadros estáveis, enquanto outros dois receberam alta após avaliação e exames.
Com informações da assessoria







