sexta-feira, 5 de junho de 2026

Saúde no ES: R$ 131 milhões para cidades afetadas pelo desastre de Mariana

O governo federal anunciou um investimento de R$ 131,9 milhões para a recuperação e expansão da rede de saúde pública em 11 municípios do Espírito Santo que foram impactados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015. Os recursos provêm de um acordo judicial com as empresas responsáveis pelo crime ambiental: Samarco e suas acionistas, Vale e BHP.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que o plano de ação faz parte do “Novo Acordo do Rio Doce” e abrange fortalecimento da infraestrutura, vigilância e assistência em saúde, além de saúde digital, ensino, formação e gestão.

Foco em infraestrutura e atendimento

A maior parte dos recursos, R$ 82,55 milhões, será destinada à expansão da infraestrutura de saúde. Entre as ações previstas estão a construção de um novo complexo hospitalar em Colatina, a criação de quatro novos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), dois centros de especialidades odontológicas e a aquisição de equipamentos para centros especializados em reabilitação.

Os municípios beneficiados são Anchieta, Aracruz, Baixo Guandu, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, Marilândia, São Mateus, Serra e Sooretama.

Complexo hospitalar em Colatina

O novo complexo hospitalar em Colatina terá um papel crucial no atendimento de doenças crônicas, especialmente aquelas que podem surgir em decorrência da contaminação da água. O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, participou da assinatura do plano em Brasília.

“Nós teremos em todos os municípios atingidos estrutura para ofertar cirurgias eletivas e outros serviços na área da saúde, como o acompanhamento de pessoas com desenvolvimento atípico”, afirmou Casagrande. O complexo também ampliará a oferta de cirurgias, implementará um plano de intervenção em doenças hematológicas, hipertensão e diabetes para populações quilombolas, e criará uma linha de cuidado integral para idosos frágeis.

Fortalecimento da vigilância em saúde

A vigilância ambiental e toxicológica no estado será reforçada com a reestruturação do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) para análise de metais pesados e matrizes ambientais. Além disso, haverá expansão das equipes de vigilância ambiental, epidemiológica e saúde do trabalhador.

Com informações da Agência Brasil