
A Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgaram um balanço impressionante das ações de combate ao crime organizado em 2025, com apreensões que totalizaram R$ 9,5 bilhões. Os números foram apresentados em um evento no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília, destacando o esforço conjunto das corporações contra atividades ilícitas em todo o país.
Resultados expressivos da PRF nas rodovias
O diretor da PRF, Antônio Fernando Souza Oliveira, detalhou os resultados obtidos nas estradas federais. A apreensão de 48,3 milhões de maços de cigarros ilegais gerou um prejuízo estimado em R$ 241 milhões para facções criminosas. Além disso, foram confiscadas 44,3 toneladas de cocaína e 719 toneladas de maconha, o que representa um aumento considerável em relação ao ano anterior.
Outra frente de atuação da PRF foi a recuperação de 7.294 veículos, incluindo automóveis, motocicletas e veículos de carga, causando um prejuízo de R$ 400 milhões aos grupos criminosos. No combate aos crimes ambientais, a corporação apreendeu 39.367 m³ de madeira extraída ilegalmente e 213,6 kg de ouro de origem ilícita.
Prisões e fiscalização intensa
Em 2025, a PRF efetuou 41.396 prisões, sendo as principais causas mandados judiciais em aberto (5.260), flagrantes de receptação (4.443) e adulteração veicular (4.333). A fiscalização nas rodovias foi intensificada, com a inspeção de 4,67 milhões de veículos, 5,48 milhões de pessoas abordadas e a aplicação de 3,58 milhões de testes de alcoolemia.
Apesar dos esforços, 6.044 pessoas morreram em sinistros de trânsito nas rodovias federais, com 83.483 feridos.
Ações da Polícia Federal
A Polícia Federal, por sua vez, realizou 25.997 prisões com autorização judicial e cumpriu 11.605 mandados de busca e apreensão. Essas ações foram parte de 3.864 operações deflagradas para aprofundar investigações em curso.
O diretor-geral da PF destacou o ano desafiador, ressaltando também a fiscalização de mais de 4,5 milhões de armas em posse de colecionadores, atiradores esportivos, caçadores (CACs), profissionais de segurança e outros cidadãos.
Com informações da Agência Brasil







