sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Justiça solta influencer argentina presa por injúria racial contra funcionários de bar no Rio

A Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão preventiva da advogada e influencer argentina Agostina Paez, detida por suposta injúria racial contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, no dia 14 de janeiro. A decisão foi divulgada no final da tarde desta sexta-feira (6), e a turista foi liberada da delegacia ainda durante a noite.

Paez havia sido presa pela manhã em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 37ª Vara Criminal da capital. Ela foi localizada em um apartamento alugado na Vargem Pequena.

O caso veio à tona quando uma das vítimas registrou boletim de ocorrência, relatando que a turista proferiu xingamentos de cunho racial durante uma discussão sobre o pagamento da conta. Segundo o relato, Agostina Paez teria apontado para o trabalhador, utilizado a palavra “mono” (macaco em espanhol) e imitado gestos e sons do animal. As condutas foram registradas em vídeo pela vítima e corroboradas por imagens de câmeras de segurança.

Antes da prisão preventiva, a Justiça, a pedido do Ministério Público, já havia proibido a influencer de deixar o país, retido seu passaporte e determinado o uso de tornozeleira eletrônica. Em uma publicação no Instagram na quinta-feira (5), Paez manifestou desespero e medo, alegando estar usando a tornozeleira e à disposição das autoridades.

A defesa da influencer apresentou a versão de que os gestos teriam sido meras brincadeiras dirigidas a amigas. O crime de injúria racial, previsto no artigo 2º-A da Lei nº 7.716/89, tem pena de dois a cinco anos de prisão.

Com informações da Agência Brasil