
O ex-goleiro Bruno Fernandes, conhecido por sua passagem no Flamengo, foi intimado pela Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro (VEP) a comparecer ao Conselho Penitenciário em um prazo de cinco dias. O objetivo é regularizar seu benefício de livramento condicional. A ausência do jogador poderá resultar na expedição de um mandado de prisão.
Bruno foi condenado a 23 anos e 1 mês de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samudio, mãe de seu filho. A previsão para o término de sua pena é 8 de janeiro de 2031.
Após tentativas de retornar à carreira de goleiro e algumas transferências estaduais, a execução penal de Bruno foi centralizada na VEP do Rio de Janeiro, mantendo o regime semiaberto. Em janeiro de 2023, a justiça concedeu a progressão para o livramento condicional.
No entanto, a VEP constatou que as intimações enviadas a Bruno para oficializar o benefício retornaram negativas. Consequentemente, o ex-atleta não compareceu à cerimônia de concessão, o que impediu a formalização da progressão de sua pena.
A decisão judicial também determinou a interrupção do cumprimento da pena desde a concessão do livramento condicional até a sua oficialização, caso Bruno se apresente dentro do prazo estabelecido.
Entenda o caso Eliza Samudio
Bruno Fernandes foi condenado em 2013 pela morte triplamente qualificada, sequestro e ocultação do corpo de Eliza Samudio, desaparecida em junho de 2010. O corpo da modelo, mãe do filho do goleiro, nunca foi encontrado. O atleta progrediu para o regime semiaberto em 2019 e, em janeiro de 2023, obteve a liberdade condicional.
Com informações da Agência Brasil







