sábado, 25 de julho de 2026

Saúde na Bacia do Rio Doce recebe quase R$ 1 bilhão do Fundo Rio Doce em 2025

Ações voltadas para a saúde na Bacia do Rio Doce receberão um aporte de R$ 815,8 milhões em 2025, provenientes do Fundo Rio Doce. Este montante faz parte de um investimento total de R$ 12 bilhões reservados para o setor no Novo Acordo, homologado em novembro de 2024. Os recursos, geridos pelo BNDES, visam a recuperação e o fortalecimento da rede pública de saúde na região afetada.

O Programa Especial de Saúde do Rio Doce, coordenado pelo Ministério da Saúde, será o principal beneficiado. Desse total, R$ 11,32 bilhões serão administrados pelo BNDES através do Fundo Rio Doce. Os R$ 684 milhões restantes são de responsabilidade dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

Principais iniciativas e investimentos

Entre as iniciativas planejadas estão a construção do Hospital-Dia de Santana do Paraíso e do Hospital Universitário de Mariana, vinculado à Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). Além disso, serão estruturados o Centro de Referência das Águas e o Centro de Referência em Exposição à Substâncias Químicas.

O programa abrange 38 municípios mineiros e 11 capixabas. Do valor destinado diretamente ao Ministério da Saúde (R$ 815,8 milhões), R$ 1,8 bilhão será para planos municipais de saúde, R$ 300,2 milhões para pesquisas e análises pela Fiocruz, e os R$ 8,4 bilhões restantes formarão um fundo patrimonial para ações de longo prazo.

Impacto e expectativas

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, destacou que as iniciativas do Fundo Rio Doce “contribuem de forma decisiva para a reestruturação da rede pública de saúde e para o fortalecimento das comunidades da Bacia do Rio Doce”. Sergio Rossi, gestor do Programa Especial de Saúde do Rio Doce, acredita que os investimentos “fortalecerão a rede assistencial, a vigilância em saúde e a capacidade de resposta”.

O Novo Acordo, que totaliza R$ 170 bilhões, foi assinado pela União, pelos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, pela Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton, e por instituições de Justiça. O objetivo é garantir a reparação integral dos danos causados pelo rompimento da barragem.

Com informações da Agência Brasil