
Em um trágico evento que chocou o Rio de Janeiro, Amanda Loureiro da Silva Mendes, de 25 anos, foi assassinada a tiros por seu ex-marido na última quarta-feira (20). O crime ocorreu no bairro de Quintino, zona oeste da cidade, a poucos metros do local de trabalho da vítima. O agressor, que já possuía histórico de violência e cumpria pena por homicídio em 2019, não aceitava o fim do relacionamento e desrespeitava a medida protetiva que Amanda havia obtido.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da abordagem e da discussão entre o casal. Após os disparos, Amanda chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O suspeito foi detido poucas horas depois, no bairro vizinho de Madureira. As investigações apontam que o casal esteve casado por sete anos e teve dois filhos, mas estava separado há cerca de quatro meses.
Histórico de violência e descumprimento da lei
O agressor, além da condenação anterior por homicídio, possui antecedentes por porte ilegal de arma de fogo e violência doméstica. A polícia destacou a importância das imagens de segurança para a rápida identificação e captura do criminoso.
O caso ganha ainda mais relevância por ter ocorrido no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que institui o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. A iniciativa visa coordenar ações entre os Três Poderes para prevenir e combater a violência contra mulheres e meninas no país.
O que é a medida protetiva?
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro registrou mais de 71 mil casos de violência doméstica contra a mulher entre janeiro e novembro de 2025. O Observatório de Violência contra a Mulher da Justiça do Rio explica que a medida protetiva pode ser solicitada em casos de agressão física, ameaças, violência sexual, apropriação de bens da vítima (dinheiro, cartão, celular) ou outras atitudes violentas por parte do agressor.
Com informações da Agência Brasil







