quinta-feira, 4 de junho de 2026

Investigação avança em busca do mandante do assassinato de Marielle

Preso desde março de 2019, acusado de ser um dos autores do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol-RJ) e do motorista dela, Anderson Gomes, o ex-policial militar Élcio Queiroz fez delação premiada e confessou participação no crime, ocorrido em 2018, no centro do Rio de Janeiro. Ele disse que dirigiu o carro usado no atentado e acusou o ex-sargento da Polícia Militar Ronnie Lessa — também preso há quatro anos — de ter feito os disparos. Élcio ainda apontou outros envolvidos, entre os quais o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, o Suel. Falta, porém, o mandante.

Em operação conjunta entre a Polícia Federal e o Ministério Público do Rio (MPRJ), Maxwell foi preso preventivamente nesta segunda-feira. Segundo a investigação, ele teria sido responsável por vigiar e tomar nota da rotina da parlamentar. O suspeito foi encontrado em casa, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da cidade, e acompanhou as buscas no imóvel, feitas por equipes do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ.

A prisão de Maxwell ocorreu no âmbito da Operação Élpis — batizada com o nome da deusa grega da esperança —, que cumpriu, ainda, sete mandados de busca e apreensão. O ex-bombeiro era conhecido das autoridades, pois, em 2020, foi condenado a quatro anos de prisão por tentar atrapalhar as investigações — estava no regime aberto. Ele teria cedido o carro para armazenar o arsenal de Ronnie Lessa e, depois, um de seus comparsas, Josinaldo Freitas, o Djaca, teria jogado no mar a arma usada nos assassinatos.

Em operação conjunta entre a Polícia Federal e o Ministério Público do Rio (MPRJ), Maxwell foi preso preventivamente nesta segunda-feira. Segundo a investigação, ele teria sido responsável por vigiar e tomar nota da rotina da parlamentar. O suspeito foi encontrado em casa, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da cidade, e acompanhou as buscas no imóvel, feitas por equipes do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ. Correio Brasiliense.