segunda-feira, 8 de junho de 2026

Feminicídio: Não foi Covid foi estrangulamento, confirma IML

Uma mulher de 35 anos foi levada pelo esposo e cunhado a uma unidade base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na noite dessa quinta-feira (18), do Distrito Industrial, na zona Sul de Manaus. O esposo, Francisco Antônio Lima da Silva, de 29 anos, relatou que a mulher estava com falta de ar e fazia tratamento da covid-19. Mas a médica socorrista viu que no corpo da industriaria, Viviane Araújo de Sena, havia hematomas no pescoço e acionou a Polícia Militar vai investigar.

O marido insistia que a mulher estava se recuperando da covid-19, e estava com falta de ar, e que se recusava ir ao hospital para tratar-se.

Francisco Silva repetia que a mulher dele estava com covid-19 e ainda alegou que ela teve um ataque e se machucou. O cunhado da vítima, que levou o casal à unidade do Samu também relatou que se tratava de covid-19 e possivelmente, as manchas eram em decorrência da doença.

A médica, no entanto, acionou a polícia que em seguida chamou o Instituto Médico Legal (IML) para fazer a necropsia. O marido foi conduzido para o 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) para prestar depoimento.

No Instituto Médico Legal (IML), foi verificado que o corpo de Viviane Sena, de 35 anos, foi, de fato, estrangulado, e essa foi a causa da morte.

Francisco Silva foi encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), na zona Leste, para prestar esclarecimento. E, na delegacia foi verificado que ele estava contaminado com a covid-19.